terça-feira, 22 de março de 2016

Sem explicações - O meu mundo #12

"O amor é mesmo assim. Quando a gente acha que é uma palavra, descobre que ele é todo o parágrafo. Quando dá isso por certo, entende que é mais: o livro inteiro. E ainda mais: é o leitor e o escritor. E o que nunca foi escrito mas tá na mente de todos. Sem fim nem limite."

Apenas um parágrafo para dizer que não vou abandonar meus sonhos, minhas letras e minhas pequenas composições de atos! Não abandonarei meus templos, meus momentos e contratempos. Não multiplicarei contrapontos. Mas antes preciso me curar, meu cuidar, me transformar, apagar as dores do corpo, melhorar as feridas da alma. Logo mais estarei mais forte, com minhas mudanças internas e meus dramas silenciosos... 

Sim, precisei me isolar um pouco pra me enxergar mais fundo, percebi que olhos que me olham de fora me enxergavam melhor que eu. E aí notei que tá tudo errado. Agora depois de todos esses dias em silêncio profundo consigo mensurar o tamanho dos meus defeitos e o quanto e quais são passíveis de mudança. E que mudança! Mas vamos lá, juntar os cacos, cuidar dos traumas, curar pra ser curado. Não imaginei que precisasse tanto vivenciar as dores que escondia. Não imaginei que tivesse mais medo do que me permitia... Mas vamos lá! 

Ps: saindo do silêncio aqui no blog, desculpa não responder aos e-mails, não estava bem, ainda não estou, além das perdas que tive ainda adoeci seriamente. Assim que eu estiver boa volto pro face! Beijos de queijo e obrigada a quem se preocupou... 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Déjà Vu - O meu mundo #11

Pensei muito se deveria encerrar o blog. Nunca escrevi aqui esperando algum retorno de público, na real meio que sempre foi um refúgio. Já tive mil blogs e esse foi o único que permaneceu. E ele só permanece por causa desse carinho, o carinho que eu tenho por ele. É como se o que eu dissesse importasse pra alguém, mesmo quando ninguém lê.
Escrever sempre foi isso na real, eu comecei a escrever como forma de tratamento contra insônia e nunca mais parei, tenho mil cadernos perdidos pelo mundo com milhões de histórias que não importam. Pelo menos não importam a ninguém além de mim. Não sou uma pessoa solitária, eu tenho amigos, tenho família, amo todos, mas a minha dificuldade de falar determinadas coisas me fizeram escrever, o blog funciona muitas vezes como minha válvula de escape. As pessoas tem tantos problemas que fica difícil muitas vezes compartilhar os meus com elas, não que não estejam abertas a isso, mas é essa sensação completa que me engole de não conseguir confiar.
Aí essa semana perdi mais uma pessoa querida e revivo dentro de mim a maior dor que já senti na vida, como um filme sabe? Passo por aquele 2 de setembro a cada 5 minutos, é como um nó constante de dor que não passa. Não consigo, não sei lidar. Eu estou presa na sequencia de fatos que me levou a maior dor da minha vida.
Voltam todas as perguntas. E se eu tivesse feito isso? Se ele tivesse me ouvido? Se ele tivesse se cuidado da maneira certa? Se eu tivesse feito tudo de um outro jeito?
Eu sei que nada é por acaso, eu sei que tem motivo, eu sei de tudo isso, mas eu NÃO CONSIGO PARAR DE PENSAR NISSO.
E agora volta o pensamento que talvez eu devesse encerrar o blog, as redes sociais e ficar de boas com meus livros e minhas dores sem incomodar. Mas me fechar em copas nunca foi a melhor maneira de me comportar, no momento que faço isso pode acontecer de não me abrir mais. Então respira, não pira e escreve.
Eu nem sei colocar em ordem os meus pensamentos, eu to enlouquecendo, só pode. Agora pela manhã eu coloquei minhas musicas pra tocar em ordem aleatória e cada uma delas me trazia uma lembrança diferente. Talvez precise de músicas novas, mas não sei se isso vai mudar alguma coisa.
A morte dessa vez ligou uma chave de dor que to começando a achar que vai demorar a fechar, mas deixa o tempo passar, ele sabe o que faz, ele tem um fluxo que segue sozinho, então é isso eu acho...