terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ta bom

Não deixa... 

Ta bom
Deixa eu voltar a fingir que não sinto mais nada
Deixa eu mentir pra mim que não sinto sua falta
Deixa eu dizer por aí que não me importo
Deixa que eu finja o quanto for necessário
Deixa eu apagar todos os traços que me lembram você
Deixa eu esconder os textos que são tão seus
Deixa eu te esconder no meu sorriso
Deixa eu fingir que esse brilho no olho não tem seu nome
Deixa que eu minta e apague seu rastro
Deixa que eu finja que não quero correr pra você

Ta bom
Vou voltar a fingir que você não é nada...
...até que mais alguma coisa me lembre que você é tudo.

E é tudo...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sem sentido

Dumbo: era diferente, mas sabia voar!

As vezes quando acordamos vemos que tudo está ali, do mesmo jeito. Mas aí a gente vê tudo de maneira contraria e contraditoriamente exposta de forma tão diferente do igual de dez segundos atrás. É impressionante como um acontecimento, ou uma palavra ou só o vento na cortina pode mudar nosso rumo, nosso tempo, nossa vida. E como do nada você começa a prestar mais atenção no ar que entra no seu pulmão sem nenhuma dificuldade e você observa o detalhe de cada coisa como uma criança que acabou de nascer e que acha tudo novidade. Aquele mesmo ar, o mesmo vento na mesma cortina que de repente te lembra da sua existência, da sua vida. E é claro, como quando vamos mergulhar e perdemos o ar e voltamos pra superfície pra respirar. É claro como quando vemos uma criança toda pintada com a maquiagem cara da mãe e não conseguimos, simplesmente, não conseguimos não rir da sapequice dela. Estamos vivos, carregamos dores, mágoas, sorrisos, vida. E de repente algo nos faz analisar toda nossa prepotência, nosso ego e nossa arrogância, seria lindo se não fossemos tão defeituosos. Talvez se eu fosse metodicamente igual ao resto do mundo tudo fosse mais fácil, mas eu, bem eu escolhi ser diferente. Eu escolhi sem querer ter o cabelo bagunçado, a roupa de qualquer jeito, o batom vermelho e o cheiro raro. Eu sou o que quero ser, mas por que? Se o que quero é querer ser o que são todas as coisas que compõe o mundo. Mundo esse que costumo dizer estar cagado de vaca. Mas não, o que caga o mundo é essa igualdade desigual entre os seres, em que somos todos muito ruins para conviver com todos. Mas eu, eu sou diferente. E por isso vivo. E só vivo, falando, fazendo e vivendo coisas sem sentido. Assim como esse texto.