terça-feira, 20 de dezembro de 2016

É pra rimar, com mar...




O meu labirinto é feito de palavras, posto ao tempo para o tempo curar. 
Rodeado por um muro largo e tão alto que é quase impossível passar. 
Do outro lado um mar que reflete estrelas e um brilho lindo de olhar.
E nessa folha a apenas uns versos para o nosso mundo mostrar.
Onde ali adiante no nosso esconderijo distante está nosso lar.
E entre o meu peito e o seu, dois coração sempre a pulsar.
E mais essa rima pra dizer que nunca deixaremos de amar. 
Agora já posso esse poema torto terminar.
E ir pra lá descansar...

ps.: por lá vou te esperar... 

domingo, 18 de dezembro de 2016

Carta Sem Começo e Fim

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
(Carlos Drummond de Andrade)


Como se você soubesse como será o futuro, tudo deduções feitas pelo orgulho, medo ou meros receios de nós mesmos. E se não for? E se for? E se... que preguiça boa hoje né? Domingo tem disso eu acho...
Vem, vem entra e toma posse, tudo sempre foi seu mesmo. Vai demorar muito pra você perceber? Vai demorar pra você acreditar naquilo ta ali gritando a tanto tempo? Acorda! Não da pra mudar, você nem ao menos quer mudar isso, ou aquilo, ou qualquer coisa dentro de ti a meu respeito. Mas teima, você teima nessa falta de querer que quase convence a si mesmo. Mas quer, não quer? Então toma, desfruta daquilo que ta ali posto pra você, pra ser seu, pra te fazer bem, te fazer feliz... E te quer! Claro que te quer, e você sabe não é? 
Pega, é seu, é sua, é nosso meio de amar e se dar, de mim é inteiro, mas você quer metade. Então que tome sua metade e deixa o resto ir aos poucos se assim se sente seguro. Mas pega logo, toma logo aquilo que é seu e que por mais que tentem, e tentam, ninguém toma. Pega, usa, desfruta, mergulha nesse céu profundo que se assemelha a seu oceano quando o sentimento não cabe em si.  
Queira. Amor meu querer não é pecado e não ta ali pra você sentir culpa, ta ali é pra se transformar em desejo e ser realizado, suplantado, sugado, rasgado, exposto. Exponha! Mas somente para si. Permita-se... Se existe um problema nessa vida ta entre seu muro e meu labirinto e olha, eu já andei, dancei, pulei, voei sobre esse muro e já senti medo, angustia e dor no seu mundo. E meu labirinto? Você já passeou tantas vezes dentro dele que já tem um mapa, um mapa tão bem desenhado que quando sobe uma parede nova, ou quando uma passagem é fechada você já sabe automaticamente que ops, tem alguma coisa errada. Já sentiu medo, angustia, e dor nesse meu mundo. 
Mas ambos, você feito de mar as vezes quase oceano, eu feita de céu, entre sol e tempestades, amamos. Amamos mais do que permitimos simplesmente porque não é possível ter controle. Amamos mais do que é permitido e possível caber no céu do meus olhos ou no mistério do seu oceano. Amamos, vibramos, torcemos, aceitamos, esperamos. O que? Não tenho ideia, mas é como se fossemos compostos um do outro sempre, não é assim quando lembramos do que éramos antes de construirmos nosso pequeno castelo? Ta aí... Um casal feito de momentos, hora são amantes perdidamente apaixonados, hora não sabe se ama ou se odeia, hora morre de medo de perder, hora quer um tempo pra deixar esquecer, mas em todas as horas por mais encanados ou escancarados que possamos ser, somos algo que junta tudo isso aí, que ta acima das pirraças, dos dramas, das teimosias, dos medos e da raiva. Somos amigos. E amor nada mais é do que a amizade em forma de poesia. E não é isso? Amor, amizade, cumplicidade, inspiração e poesia?


ps.: olhaa

Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

domingo, 11 de dezembro de 2016

Feito de Mar




Ele é feito de mar. Poderia parar por aqui e deixar que vocês imaginem a beleza de alguém que tem o mar inteiro dentro de si. Mas vou continuar com meus rabiscos errados e dizer que sim ele é feito do mar mais bonito e profundo.
Se acha que estou exagerando ou que isso é coisa de céu apaixonado lhe digo, tire 2 minutos do seu tempo e o observe. Tenho certeza que verá, ondas, espuma, barulho, calmaria, brisa, balanço,profundidade e mistério.
Principalmente mistério.
A primeira vez que o vi ele estava com um oceano inteiro preso nos olhos, era impossível ver a profundidade daquela alma, mas era possível ver que havia inúmeras questões como em qualquer lugar inexplicável do mundo.
O brilho daqueles olhos são tão intensos que é impossível não se perder olhando pra eles.
Você olha pra lá e não consegue parar nunca mais, não quer parar nunca mais, só quer mais.
Foi por isso que me vesti de estrelas, constelações inteiras, nuvens, cores, coloquei um sol morno e confortável dentro de mim, e a lua.
Principalmente a lua.
E aqui estou!
Me transformei no céu apenas para ele eu poder olhar e em alguns horizontes o abraçar, confortar, amar...
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