quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pare de Tomar a Pilula - O meu mundo #10

Tomei uma decisão na minha vida a uns meses atrás. Decidi que pararia de usar anticoncepcional. Parei. Minha decisão não veio do nada, não sou contra o uso, não tenho o menor problema inclusive de um dia voltar a usar. Minha decisão veio depois de uma consulta com minha ginecologista maravilhosa. Mas eu, maluca que sou, simplesmente parei. Sem substituições, sem acompanhamento, parei e foda-se.

Só que esse foda-se me fudeu. Gente não indico pra ninguém fazer essa loucura sem acompanhamento. Mas enfim agora já foi feito. To fazendo esse post pra contar o que que ta rolando. Então vamos ao mimimi...

Primeira menstruação depois de parar o remédio foi tão forte que eu não consegui sair de casa nos primeiros 2 dias. Sério gente, foi assustador. Cólicas tão absurdas que parecia que eu estava tendo um filho. Dor nas costas, fadiga, dor de barriga, uma loucuraaaaa....

A segunda menstruação foi mais tranquila, só que veio quase 2 meses depois da primeira, mas fiquei menstruada menos dias, senti menos dor, enfim foi normal. E achei que ok, minha vida tava de boas. "Meu organismo já se acostumou a ficar sem remédio, maravilha..." SÓ QUE NÃO! Além do calendário alucilouco de menstruação, eu nunca sabia por quanto tempo a desgramada ia ficar em minha companhia, nem quando ela viria de novo, ainda tinha a TPM forte, forte não, muito forte! Sequei minhas lágrimas gente. Sério mesmo, chorava por qualquer coisa. QUALQUER COISA! Mas aí passou...

Agora 6 meses depois de parar, meu cabelo está caindo igual um louco, e pasmem, eu estou CHEIA DE CRAVOS E ESPINHAS. Gente pelo amor de Deus né? Qual é o problema desses hormônios?
Ta tão chata essa parada que tive que cortar o cabelo e comprar produtos de cuidados com a pele, para pele com acne. NUNCA TIVE ACNE. Não sei lidar...

Finalmente procurei minha ginecologista maravilhosa e sabe o que ela fez? Riu. Morreu de rir. Disse que isso tudo é normal. Como usei anticoncepcional por quase 10 anos, meu organismo está se adaptando a viver sem ele. E ela ainda disse que tenho sorte de não ter engordado. Falou pra eu comprar um polivitamínico pra ajudar na perda de vitaminas que é muito comum pra quem ta com os hormônios loucos, e que daqui uns meses tudo voltará ao normal.

Mas até lá eu ainda vou chorar muito na TPM, ficar com tesão fora de hora, e meio raivosa vez ou outra. Então para as piranhudas que me circulam cuidado. Eu posso matar alguém hein?!?! =p

Vou procurar umas opções para os problemas relacionados a regularização do meu organismo e conto pra vocês depois. Se alguém além de mim passou por isso, POR FAVOR ME CONTA...

Beijos, beijos e inté mais...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Rabugices e Leite de Rosas


Tudo começa com uma palavra e com palavras vai se transformando, e sem palavras vai ficando, moldando, toda uma historia de amor e distancia.
Tudo se opõe ao acaso, e não acreditamos em acasos coincidentes, ou em simples coincidências cotidianas.
Se não era no tempo certo o vivo não seria vivo.
Se ainda virá o que virá, e nós sabemos que virá, porque não ficar de boa no agora?
E lá fora a vida vai, crianças brincando, mulheres com suas gargalhadas exaltadas, homens com seus sorrisos tacanhos e nós dois olhando por cima da vida e nos vendo ali adiante.
Ali, longe, ou perto que diferença faz?
Somos o que nos impuseram a ser e voltamos para consertar ou corrigir?
Ou será um castigo não sabermos o que foi ou que seria dito?
Ou será mesmo que isso não é só presunção da nossa parte metafórica e cheia de conflitos?

Mas é possível?
Ter gostos e jeitos tão parecidos e ainda por cima ser completamente opostos?

Se eu ficar velhinha e banguela, cheirando a leite de rosas e menta, e te encontrar na praia, rabugento, babando as manobras dos jovens surfistas e lembrando o quanto você conseguiria fazer melhor se não fosse a dor nas costas, o amor ainda seria o mesmo?
Ou seria maior?

Do momento em que nascemos, ao momento que morremos, nunca somos suficientemente compostos de certezas. Ainda bem que elas não existem como conceito literal do que somos.
Acharia difícil cuidar de você, rabugento, mandão e teimoso. E sei que odiaria minha petulância, meu drama e minha ironia.
Ta aí um ponto importante da nossa existência coexistida um no outro, somos mutáveis e somos aspirantes a erros humanos mesmo (desconfio) que humanos não sejamos.
Amaríamos mais...muito mais!
E cuidaríamos mesmo com as rabugices e leite de rosas.
Duvida?

Difícil dizer que te amo sem dizer que te amo, difícil declarar todo esse sentimento sabendo que pra você ele é incoerente, mas pensando bem, não era eu que dizia que nunca era suficiente dizer?
A verdade é que é difícil expor em palavras o que estamos sentindo, é melhor olhar e sentir no outro cada verbo, cada verso, cada melodia da canção que não nos define, nos acrescenta.

Eu?
Amo mais... muito mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O amor faz o bobo

"É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo."
(Clarice Lispector)

Fiquei pensando no tamanho da minha sorte ao tê-lo ali comigo naquele momento. O som daquela voz, rompendo o silêncio da minha alma. Difícil explicar os sentimentos que me dominavam, confesso que durante os primeiros minutos só pensava em respirar. Sim, porque imagina a vergonha de ter ali uma crise de soluço?
Ele ria com tamanha sinceridade ao dizer "nossa você ta muito empolgada". Estava, e nervosa também. Eu esperei tanto por aquele momento que não conseguia saber o que dizer e me danei a falar tudo. Nada fez muito sentido.
Percebi que temos fantasmas. Como os temos. Talvez seja o momento de deixa-los para trás e trazer para perto novas experiências. Não que tenhamos que esquecer, não, lembrar faz bem, para que novos erros, repetidos erros não sejam cometidos.
Quanto tempo até que eu faça alguma besteira? Genuinamente éramos "nós" ali, conversando sem perceber a hora, éramos "nós" ali divertindo um ao outro, se acabando em gargalhada.
"A vida é mesmo circular", "nada mudou", "nós mudamos", "evoluímos não é?".
Será? Será que minha evolução tenha sido significativa durante todo esse tempo, ao ponto de ele perceber que hoje sou outra? Será que faço por merecer essa ligação inesperada e a tanto tão desejada? Será que é ofensivo de minha parte o querer mais e mais e mais sem medir o tamanho desse desejo? 
A minha chatice está no excesso, quero tanto tanto tanto que não percebo que acabo por sufoca-lo. Excesso de cuidado, excesso de zelo, meio Felícia com seu bichinho, quero apertar com tanta força que acabo machucando-o. Minha chatice maior é não saber o que dizer, e acabar dizendo tudo errado. Minha chatice é amar demais, sem medir minhas atitudes.
A verdade é que nada no mundo valeu mais do que o som daquela voz, nada valeu mais do que os sorrisos, nada valeu mais do que o sentimento sincero que se rompeu naquelas palavras, nada valeu mais que ali, e ali me permaneço, e ali agradeço. E ali o amo ainda mais...

Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Meu Mundo #9


  • Ler mais
  • Estudar minha espiritualidade
  • Aprender algo totalmente novo
  • Ajudar um desconhecido
  • Dançar na Rua
  • Conhecer novos lugares
  • Ir mais a praia
  • Mente sã corpo são
  • Viver mais o dia
  • Beber menos
  • Comer melhor
  • Me mexer
  • Mudar atos e atitudes
  • Não me esconder
  • Ser mais de boas
  • Me preocupar menos
  • Ser mais real que virtual
  • Tocar violão com mais frequencia
  • Marcar para sempre
  • Ter um projeto 
  • Arrumar meu canto
  • Mostrar o lado bom da vida
  • Sorrir mais
  • Chorar menos
  • Acreditar mais
  • Duvidar menos
  • Buscar a leveza
  • Me inspirar sempre
  • Sair da minha zona de conforto
  • Acontecer
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