terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ah Mar



Eu acordei, e tinha um nó, não soube desviar, não soube desfazer.
Esse nó me sufocava, me deixava sem ar, eu não conseguia falar, não conseguia me concentrar, não conseguia viver.
Eu sabia o que precisava fazer, eu sabia o que era necessário, então eu fiz.
Explodi, gritei, meus pulmões se enxeram, um sorriso se impôs e sobre o mar de sonhos meu amor se colocou.
Era o fim do sufoco, era o nó desfeito, expurgado em nome do meu amor.
Era a exposição da alma, era o amor gritado.
Era o amor antes contido agora libertado, e como qualquer ser a muito cativo, não se pode controlar.
Ele quer dançar por aí ao som de si mesmo.
Eu quero dançar ao som dele.
E quem sabe andar sobre as águas, sobre um mar de puro sentimento puro.
Quem sabe só ser...
É doce morrer no mar, se for de amor então é além, é belo.
Sem amor eu nada seria, sem amar seria menos que nada.
Seria o nulo, o vácuo, não seria...

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