segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O Meu Mundo #8


Meu mundo não anda parado, na verdade tem andado bem cheio e por isso ficou parado. Tenho pensado em muitas mudanças, eu gosto de mudanças, mas nas que estou pensando talvez mude mais do que deveria. Complexo de entender sem contexto, mas nesse caso, este guardo pra mim. E pros mais chegados que estiverem interessados, é claro.

Mulher tem isso com mudança né? Sempre estamos mudando alguma coisa, mesmo que isso seja só o humor, de bom pra mal, de louco pra psicótico, mas é isso. Mudanças constantes do que somos. Eu mudei, avalio minhas mudanças hoje de maneira significativa. Tudo ao meu redor, todas as pessoas que entraram e saíram, todas as pessoas que permaneceram, todas as pessoas desde o bom dia ao boa noite são responsáveis pela minha mudança.

E agora já não tenho certeza se sou mesmo a mesma, ou superficialmente as pessoas acreditam que eu sou quando de fato já não me vejo assim. E tenho mais certeza quando vasculhando os textos sem sentido exposto aqui no blog, assim como esse, sem quase pontos e virgulas que mais parece um grito a um texto coerente. Que estou certa. Sou outra completamente.

Se o exterior reflete o interior? NÃO. No meu caso isso é quase uma regra. Eu posso sorrir por fora e chorar por dentro. Tenho o hábito terrível que alguns julgam uma qualidade de esconder o reflexo do que sinto. Quase sempre. Em alguns casos, que por acaso é quase sempre também, tenho uma necessidade quase que absoluta de colocar pra fora. E começo sutilmente gritando igual uma louca e rindo a toa ou chorando escondida. Mas sai de mim. Contraditório? Sim. Meus sentimentos nunca foram contraditórios, minha maneira de expressa-los infelizmente são meio esquisitos.

Sei que tem gente que vai ler isso aqui e pensar "mas eu leio tanto de você no seu blog". Leia. Nada aqui é mentira. Esse é um lugar de exposição de sentimentos, mas os bastidores as vezes chega a ser ainda mais verdadeiro. As vezes o texto começa aqui, e o sentimento vai saindo, e saindo, e saindo... Até que ultrapassa as barreiras do blog e cai no colo de quem interessa e somente o detalhe mais repleto de sentimento. Sai daqui e vai junto com meu coração, vagando por aí até chegar ali e pronto. Tudo exposto e mais bonito. Isso é a maior mudança em mim. ACREDITE!

Mas e as próximas? Bem, essa deixo pra próxima.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

amor olha,



amor
olha,
é o mar
que desdobra
que transborda
todo meu amar

amor
olha,
amar
só tem a na borda
o resto é mar

amor
olha,
é o mar
que me aborda
amar
a mar

amor
olha,
é o mar

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ah Mar



Eu acordei, e tinha um nó, não soube desviar, não soube desfazer.
Esse nó me sufocava, me deixava sem ar, eu não conseguia falar, não conseguia me concentrar, não conseguia viver.
Eu sabia o que precisava fazer, eu sabia o que era necessário, então eu fiz.
Explodi, gritei, meus pulmões se enxeram, um sorriso se impôs e sobre o mar de sonhos meu amor se colocou.
Era o fim do sufoco, era o nó desfeito, expurgado em nome do meu amor.
Era a exposição da alma, era o amor gritado.
Era o amor antes contido agora libertado, e como qualquer ser a muito cativo, não se pode controlar.
Ele quer dançar por aí ao som de si mesmo.
Eu quero dançar ao som dele.
E quem sabe andar sobre as águas, sobre um mar de puro sentimento puro.
Quem sabe só ser...
É doce morrer no mar, se for de amor então é além, é belo.
Sem amor eu nada seria, sem amar seria menos que nada.
Seria o nulo, o vácuo, não seria...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ali



"Eu voltei pra minha sina, eu contei para uma menina que meu medo só termina é estando ali! Ela é suave assim, sabe quase tudo de mim. Ela sabe onde eu queria estar enfim"
(Samuel Rosa)


Era pra ser divertido. Entrei, peguei uma cerveja e procurei ali algo que fosse realmente relevante. Nada era. Uma explosão de batidas no peito me fez tremer, era meu coração quase explodindo de amor não compreendido, mas correspondido ao seu modo. Andei pela lateral sem pensar em realmente me aproximar do palco.
Curti o que podia ser curtido sem a aproximação do meu amor ao peito, desviei a minha atenção das inúmeras músicas que me levavam a ele, não queria ir até ele, queria ficar ali e curtir a música e o show ao lado de minhas amigas. Todas elas acompanhadas de seus amores e companheiros. Mas tudo bem, eu já me acostumei a estar sozinha no meio de todos.
Houve um tumulto particular em alguns momentos entre eles e por fim estava de fato só. Lá na frente o show animava os rostos e sorrisos cada vez mais verdadeiros apareciam. E eu, só. Decidi por bem curtir o show com quem interessava e que havia ignorado durante todo o momento, o meu amor, meu coração inquieto e repleto, meu peito que quase explodia de tanto sentimento. Me aproximei do palco.
Houve um acorde, e sutilmente a música me transbordou, chorei, cantando e pedindo aos sussurros, em uma súplica de que ele não me mate dentro de seu peito. E me notei acompanhada da explosão do meu amor contido. Andei um pouco mais até me encontrar cara a cara com o vocalista daquela banda que muito significa. Era quase o fim.
E assim, quando chegou o bis a minha voz ecoou, ali, gritando e pedindo a marca do meu amor, a marca que importava tanto. E então após um sorriso e uma piada ela soou. A nossa música, a música que me colocava bem ao lado dele, a música que sempre me lembrava da alegria de saber da existência do amor sincero, a música que me colocava ali, dentro daquele peito, dentro daquela historia, apenas contada, mas verdadeira e bela. E após a canção gritada, ele jogou um presente que veio a minha mão, mas que pertencia não só a mim, mas também ao Henrique. Era o simbolo de que tudo aquilo realmente havia acontecido. Eram os passos mudos de uma reticência as vezes tão barulhenta. Era a prova de que a vida é mesmo circular. Era dois em um só objeto. Era a resposta ao que sempre imaginamos. E continuamos a imaginar...



ps.: é tanto, é tanto, se ao menos você soubesse. Não pera! Ele sabe! rs


Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Guerreiros da Esperança (Laskar Pelangi)

Esse ano no meu aniversário eu ganhei alguns presentes muito incríveis e estou muito grata pelo amor que recebi também. E hoje vim falar sobre um em específico. Eu ganhei de um casal de amigos que amo muitão um livro chamado "Guerreiros da Esperança".
Todo mundo sabe que não tenho muita paciência para compor críticas, sendo construtivas ou não, sobre as coisas que vejo ou leio. Mas nesse caso vale a indicação. Então vamos a essa belezura.
Título: Guerreiros da Esperança
Autor: Andrea Hirata
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 277

Sinopse: Eu sempre ouvia dizer que as crianças reclamavam de ter que ir á aula. Nunca entendi aquilo, porque, apesar da aparência miserável de nossa escola, nos apaixonamos por ela no primeiro dia. Bu Mus e Pak Harfan fizeram, com que amássemos o conhecimento. Quando a aula acabava, reclamávamos de ter que ir embora. Quando nos davam dez deveres de casa, pedíamos vinte. Quando chegava o domingo, nosso dia de folga, mal conseguíamos esperar pela segunda-feira.
A ilha de Belitung, na Indonésia, é riquíssima em recursos naturais, mas abriga contrastes sociais gigantes: de um lado, a grande empresa de extração de estanho, com suas modernas instalações e seus ricos executivos; de outro, o povo nativo, que vive numa miséria indescritível.
É nesse cenário que a jovem professora Bu Mus e o diretor Pak Harfan tentam garantir a seus dez alunos o direito inalienável á educação. Eles têm que lutar contra as mais diversas dificuldades, como o estado decrépito do casebre em que as aulas acontecem, as constantes ameaças do superintendente escolar e gigantescas escavadeiras, prontas para explorar o solo em seu terreno.
Porém, o maior de todos os desafios é insuflar naquelas crianças a dignidade e a autoconfiança. E nisso os professores são bem-sucedidos. Juntos, seus alunos aprendem o valor dos amigos, conseguem descobrir o que há de melhor em cada um e conquistam feitos inéditos para sua pequena escola de aldeia.
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos, Guerreiros da esperança se tornou o maior fenômeno editorial de todos os tempos na Indonésia. Em seu livro de estréia, Andrea Hirata no leva numa comovente viagem pela beleza das amizades de infância, pela pureza do primeiro amor e pelo poder de superação que só o exemplo e a educação são capazes de oferecer.

Pela sinopse imagina-se que a historia é cheia de lutas de classes e o quanto o mundo é injusto com os pobres aldeões. Mas não é assim. Na verdade a injustiça está lá na cara do leitor, a luta de classes ta lá na cara do leitor, a pobreza está estampada em todas as páginas, mas diferente do que se imagina, nada ta exposto como um fardo. Na verdade até o fim do livro os únicos que realmente se incomodam com a situação dos personagens somo nós, leitores, que se perguntam porque eles não saem por aí batendo panelas.
É uma história linda, que faz com que nos apaixonemos pelos personagens e acabamos por refletir no quão superficiais somos. Sempre tive escola, e já menti, até mais de uma vez para poder faltar e ficar em casa vendo desenhos animados. O quão idiota eu sou pra não notar a importância vital que a escola tinha e ainda tem para minha formação como ser humano. É difícil receber o tapa na cara que é este livro.
Meus amigos não sabiam que eu sou uma apaixonada pela Indonésia quando me deram este livro. Quando vi que era de lá fiquei super empolgada. Mas minha vida, como todas as vidas por aí entrou em contradições muito loucas e eu acabei adiando muito a leitura dele. E o que eu percebi, é que ele não é só indonésio, ele daqui, e de vários outros lugares do mundo em que crianças precisam abandonar, ou nem chegam a entrar na escola para ajudar a colocar comida na mesa. Mas eu, provavelmente você e muitos outros seres humanos não conseguimos perceber a sorte que temos de ter acesso. E agora, depois de ler essa história tão tocante e divertida, percebo o crime que cometem aqueles que tem acesso, mas o desejam. São estúpidos? Talvez...
Enfim, indico fortemente para todos essa maravilha. E se alguém se habilitar, em 2018 estarei indo passar uns dias na Indonésia e aceito companhia para essa jornada, que ganhou mais um ilha para ser visitada: Belitung.

Próximo livro: Excalibur -Bernard Cornwell

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Alento




As vezes para se começar um poema basta a rima.
Outras vezes somente colocar em estrofes os versos compostos. 
Ou então buscar no tema o refugio, o complemento.

As vezes uso da saudade o costume, 
outras vezes do costume o lamento 
e ainda outras do sussurro o momento.

E com momento termino, 
com sentimento contínuo, 
com amor e alento.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E Por Que Não?



Eu sempre me completo ao completar atos
De amor, de carinho e de afetos
Multiplico
Mesmo que colocado ao léu 
No céu de estrelas acima de um mar de amor
E calor, por que não calor? 

Cheio de contratempos a contar tempos em que vivemos
E não lembramos 
Mas guardamos no inconsciente do inexplicável 
E por que explicar? 

Amor amor e mais milhões de sentimentos múltiplos 
Vindos de outros tempos, de outros momentos que sentimos o mesmo 
Ou mais, por que não mais? 

Aliás, ali na frente talvez nos multipliquemos ou descobriremos 
Motivos e momentos de antigas novas recordações 
Audaciosas, 
Ousadas e serenas 
De um amor antigo e novo 
Inexplicável, mas acima de tudo vivo

E pleno, por que não pleno? 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Meu Mundo #7


Na vida a gente tem muitos altos e baixos. Eu to sempre no alto, claro que sempre tem mil problemas a serem resolvidos, mil dificuldades irritantes, mas não é motivo pra tirar minha tranquilidade. A última é o ralo.

Eu tenho muitas atividades durante a semana e ainda bem que tenho, odeio ficar a toa, sem produzir, sem aprender. Tenho pra mim que tenho que aprender algo novo toda semana e até que é uma regra fácil viu? Pelo menos até agora tudo tem ido muito bem! 

Acontece que tenho uma outra regra, lavar o banheiro pelo menos 3 vezes por semana. E o que aconteceu? Meu ralo entupiu. Provavelmente por conta dos meus cabelos que vivem caindo. Eu tiro é claro, mas sempre tem um ou outro que passa né? Como desentupir um ralo? Li milhões de coisas na internet e coloquei em prática. Resultado, nada mudou. 

Ralo continua entupido e eu apanhando para tomar banho antes de o box encher. Se alguém souber algum truque me conta, porque o básico eu já fiz e minha realidade não permite contratar ninguém para desentupir neste momento. 

Eu acho irritante é claro, mas existe uma metáfora nisso. Pense em quantas vezes a nossa vida fica entupida? É irritante, é chato. Ficamos cheios de coisas e sem ter pra onde “escoar”, basta ter a paciência de ir esvaziando ao poucos, até que um dia a água desce e pronto, a vida volta a funcionar como deveria. Produtividade é o desentupidor da vida. Basta que tenhamos calma e organizemos tudo. E pronto. Apesar de estarmos usando o mesmo cano, as coisas passam a fluir com muito mais facilidade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sonhos Supostos




Tudo bem, vamos supor que não foi como foi, mas que foi assim:

Eu chegando usando um vestido velho estampado
Você me esperando com aquela camiseta verde que chama atenção para seus olhos
Eu sorri sem graça
Você sorriu bem largo
Era lua.

Você me olhava nos olhos
Eu tremia enlouquecidamente
Você segurou minhas mãos
Pequenas mãos
Era você e eu
Eu e você.

Você me puxou pra perto
Eu fui feliz
Você me abraçou com força como quem diz
Calma sou eu sim
Eu solucei
Tenho soluço quando to nervosa.

Você riu da minha cara
Eu ri do seu riso
Você me olhou como se perguntasse
E agora?
Eu te olhava como se respondesse
Vamos?
Você abriu a porta do carro
Eu entrei
Você não colocou o cinto
Eu reclamei.

Você pensou em sorvete ou talvez jantar
Eu pensei na praia
Você leu meus pensamentos
Fomos pra praia.

Sentamos na areia úmida
Você achou graça
Sou estabanada mesmo
Você falou de música
Eu falei de silêncio
Ouvimos um ao outro
Olhamos pro céu
Era lua.

Você me acomodou no seu ombro
Eu te coloquei nos meus braços
Você me olhou nos olhos
Eu respondi sorrindo
Você me acolheu no beijo
E com amor começamos...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pequeno Soneto de Amor


Do medo já não me lembro
A dor já não a sinto
A solidão não é tormento
Da saudade só um momento

Seu olhos se sobrepuseram a isso
Seu sorriso se aterrissou no meu mundo
Sua presença secreta se acolheu no meu riso
Seu carinho se espalhou em meu todo

Era pra ser amor e por amor tem sido
E por ser amor
De ti e pra ti afirmo

Entro no manto da alma
e a ti imagino
amor, meu amor abrigo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Tetos, Lindo Tetos!

Hoje tem as melhores coisas do mundo. Quem me conhece sabe que eu amo listas. Faço muitas listas e a única lista que não gosto é a de tarefas. Quem é que gosta de ter uma lista enorme de tarefas?
A lista que eu mais amo e a que tenho a mais tempo é a lista de "Melhores Coisas do Mundo". Ela é uma lista real, sempre que observo algo que eu gosto muito eu coloco lá. Aqui no blog ela é miudinha porque sempre que coloco um item novo aqui dou uma breve explicação. E tem coisas que não sei como explicar então deixo de lado.


Hoje o que entra pras melhores coisas do mundo são os Tetos de Templos. Não vale qualquer templo, tem que ser um templo alto, com tetos fascinantes e super bem feitos. Eu simplesmente amo entrar em uma igreja e olhar pro teto. É algo que faço quase que imediatamente. Sou fascinada.

Não precisa ter pinturas lindas, nem imagens entalhadas, basta que seja bonito e ele me conquista. Alguns prédios que não são templos também tem tetos fascinantes, como o CCBB aqui no Rio por exemplo, e alguns teatros. O Teatro Municipal tem um luxo de teto.
CCBB

Teatro Municipal do Rio
Sei que parece algo muito bobo, e até coisa de maluco, mas eu realmente gosto de tetos. E é por isso que estão na minha lista!
:D

Deus



Continuando a loucura que é aprender o Espiritismo e trazer pra minha verdade hoje vim falar de Deus. Aperta o play e se delicie com a poesia dessa música antes do nosso papo de toda quinta (ou quase toda):


Bonita a música né? Sempre gostei de Deus. Essa frase fica meio idiota em um país tão crente quanto o nosso. Mas é isso, até os momentos em que pensei que Ele não existisse, porque é lógico que todos tivemos momentos como esse, eu nunca deixei de gostar Dele.

Hoje vou falar do primeiro capítulo do O Livro dos Espíritos, "De Deus". Claro que como combinamos nos outros posts são as minhas resoluções sobre o assunto.

Pra mim nunca foi complicado falar de Deus. Porque eu nunca o vi como um Deus do horror, que castiga, que pune, mas sim um Deus do perdão, do crescimento e do amor. A minha visão sobre o Criador é praticamente a mesma que o Espiritismo prega e não foi nenhuma surpresa me identificar tanto com a religião. Assim como eles eu acredito em Deus como uma força criadora, que está em tudo, e o mais importante, está inclusive em mim e em você.

Questionar a existência de Deus é algo completamente natural, mas questionar a existência de uma essência divina, uma força que movimenta o inexplicável é algo que quase ninguém faz. Até os ateus mais convictos acreditam em alguma coisa. Até aqueles que acreditam em si mesmos se deslumbram com a "energia" que faz com que as coisas aconteçam. A ciência explica. Será?

Alguns ainda acreditam na mãe natureza, outros em sorte e azar, mas espera. Isso não é uma forma de acreditar em Deus? Não adianta, em "alguma coisa" todo ser humano acredita.

Então, já que eu acredito em Deus como "inteligência suprema e causa primária de todas as coisas" posso afirmar que você se julgando ateu ou não também acredita em Deus. Da sua forma, mas acredita.

Colocar Deus como inteligência suprema O coloca como tudo que está a nossa volta. Pode até ser questionável, mas a simples observação do que se encontra ao nosso redor já é uma prova de sua existência. Ignorar isso é uma escolha, porém pra quem procura a verdade o simples abrir e fechar os olhos já elimina a busca por essa questão.

Deus está em tudo? Sim. Deus é tudo? Sim. O que é Deus? Sou eu, você e tudo que está ao nosso redor, é a "inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Essas são as minhas resoluções sobre o Deus do Espiritismo e sempre, desde de pequena o Deus que acredito. Eu levo Deus comigo e você também!

Como sempre estou aberta a debates, porém já conhece as regras né? Nada de ofensas!

E pra concluir vou contar uma história que já ouvi um milhão de vezes em diferentes épocas da minha vida. Como toda historinha exitem mil versões. Mas vamos lá.

Certa vez um soldado desacatou seu general e este o mandou para a prisão para ser fuzilado. A mãe do soldado em desespero implorou para que o general tivesse piedade de seu filho, e o general vendo o desespero da senhora atendeu seu pedido e libertou o soldado. A senhora então se ajoelhou e se pôs a agradecer a Deus por ter dado a liberdade ao seu filho. O general vendo aquilo perguntou para a senhora em deboche; "A senhora me faz rir, me responda, onde Deus vive?" e a senhora prontamente respondeu "Me diga o senhor, onde Ele não vive?".

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dorme



"Não se afobe não que nada é pra já, o amor não tem pressa ele pode esperar em silêncio."
(Chico Buarque de Hollanda)



Ele entrou e eu estava ali, concentrada no meu livro novo. Fiquei em choque ao perceber que era ele mais uma vez ali, depois de mais uma vez ter se afastado. Jurava que ele não voltaria nunca mais, mesmo tendo dito que tudo bem, que tinha me desculpado. Mesmo me respondendo pequenas mensagens vez ou outra. Eu jamais pensei que ele voltaria a me visitar.
Algo havia acontecido, não era a toa que ele estava no meu quartinho no meio do meu sono a me procurar. Não depois da ultima vez. Não depois da despedida que até aquele momento parecia definitiva.
O Henrique sempre foi a pessoa mais difícil que já vi, e com certeza o mais teimoso dos seres humanos, as vezes o mais irritante também. Mas confesso que estava feliz de ele ter mais uma vez me procurado.
"É só saudade" - Ele disse.
Claro que não era. Nos abraçamos e ele sussurrou: "as vezes as pessoas falam demais, e isso me cansa" - Amo as maneiras sutis com que ele se justifica, como se precisasse de justificativas em um sonho -"Eu estou tão cansado, preciso dormir..."
E eu com um sorriso o coloquei no meu abraço e disse "dorme amor meu, dorme".



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terça-feira, 18 de agosto de 2015

O Meu Mundo #6


Em virtude do ser percebi que seria bom não tentar ser o que quer que seja. Nunca fui boa com rótulos. Lembro que quando era criança imaginava que seria mil coisas e mudava de sonho a cada 2 horas do dia. Foi assim que aprendi a sonhar.
Acho engraçado aqueles que não conseguem entender os sonhadores, eu acho muito mais fácil entender uma loucura do que a falta dela, até nos julgamentos existe um pouco do louco não é? E penso que talvez seja assim que os sonhadores se entendam, não julgando julgamentos alheios e adorando a loucura dos até então normais seres do cotidiano.

Comecei a escrever quando perdi o sono, e perdi o sono (hora vejam só) porque sonhava demais. Patológico sim, e muito lógico visto que é melhor sonhar e fazer do que sonhar e só sonhar.

O dia que me perguntaram o que seria quando crescesse eu não soube o que responder, e fiquei com essa fixação louca em descobrir o que seria porque parecia uma obrigação ser alguma coisa. Dias depois fui ao dentista com o meu pai, nunca tinha ido ao dentista ou pelo menos não me lembrava, e fiquei curiosa com aquela roupa verde horrível e aquele chapéu de cirurgião. "Ele vai cuidar dos seus dentes". Achei um máximo uma pessoa que cuida dos dentes de outras pessoas, na verdade eu achei um máximo alguém se preocupar de verdade com algo tão bobo da nossa vida. Vê se uma criança de 6 anos vai se interessar por dentes. Saí de lá e disse: "Pai, quero ser dentista".

Meu pai achou engraçado. Passou algum tempo e eu já me imaginava dentista, fazia todos escovarem os dentes o tempo todo, implicava ainda mais com os cigarros do meu pai, "vão deixar seus dentes amarelos" e foi aí que virei Tiradentes. E foi quando me apelidaram assim que fiquei curiosa sobre ele.

"Então Sarah o que você quer ser quando crescer?"
"Quero ser sonhadora pai, assim como Tiradentes"

Já era e nem sabia. E também não sabia que podia ser algo que não fosse apenas profissão. Não imaginava que poderia ter uma profissão, ou talvez duas e ainda ser milhões de coisas e sonhar milhões de sonhos.

O que eu sou depois de grande? Uma pequena sonhadora por enquanto...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Paradise



Lembra daquela música que tocou seu coração e me transportou quase que completamente pra sua existência?

E do som dos acordes dando o chão pra nossa história, você lembra?

Lembra quando você me viu naquela nota e me reconheceu naquela letra que realmente parece ser feita de mim?

E quando se observou preso em essência na melodia que julgou ser só minha, você lembra?

Lembra do som das cordas antecipando o baque do seu coração ao se encher de amor?

E do som mais forte e leve que como borboletas a revoar as flores, fazia com que nosso ar fosse completamente renovado, você lembra?

Lembra como no fim as notas, sons, letras, harmonia e melodia nos desenha como um só?

E como o fim no fim não se parece o fim, mas a extensão de uma continuidade que nem ao menos começou com aquela musica, mas com algo que sempre esteve ali. Você lembra?

Eu lembro...

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Meu Mundo #5



Minha cabeça e meu coração andam como um equilibrista em uma corda bamba. Sério! To em um nível de confusão psicológica tão absurda que não sei o que fazer. As vezes a vontade que tenho é me esconder do resto do mundo ou me focar exclusivamente no trabalho porque ta FODA!

Meus amigos são ótimos, mas nem todos são compreensivos, pra ser sincera quase nenhum está aberto pra ouvir qualquer palavra séria da minha boca. É difícil ser sério quando todo mundo ta acostumado a te ver dando risada né? Não to nesse momento, foi mal aí! Mas nem por isso vou torcer o nariz ou deixar de fazer uma graça. Só que cara, não da pra falar, então respeita meu silêncio e para de achar que é frescura, porque apesar de eu ser dramática igual a um enredo de novela mexicana, não é mesmo esse o caso.

Eu sofro com as pessoas e sofro mesmo, não gosto de ver quem eu amo triste, isso me mata. Deveria ser proibido. Fico me colocando no lugar, se já faço isso com desconhecidos, imagina com quem é mais que conhecido, é parte de mim. Eu perdi muitas pessoas esse ano, chegou a hora delas e eu entendo. Difícil aceitar que nunca mais teremos sorrisos e coisas tão características da nossa convivência. Todos que perdi eram amigos, duas pra mesma doença e a ultima pro suicídio. Foi foda? Foi. A dor passou? Gostaria que tivesse passado. É impossível perder tanto em tão pouco tempo e não se sentir órfão. Então, eu compartilho a dor de quem amo, porque não posso evitar e porque talvez, assim alivie um pouco mais o sofrimento. O meu e o do outro.

Fico pensando no que vou fazer de agora em diante, sabe aquele momento na vida que você não tem a mínima ideia do que será seu futuro?  Eu não faço a menor ideia do que estou fazendo com a minha vida. Se eu preciso conversar? Sei lá! Sei que não quero.  Ou até quero, mas nem sei por onde começar. Pra ser feliz precisamos estar apaixonados. Ou por alguém, ou por algo, ou  por si mesmo. Mas a paixão tem que existir sempre, pra ter cada vez  mais momentos felizes. Se eu estou apaixonada? Não, não estou, sou.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Verdades



Eu te amo.
Posso rodear e dizer mil palavras pra compor o tema.
Mas a verdade é que eu te amo.
Posso dizer que sinto sua falta, que queria chegar com os dois pés na porta e te dar uns tapas por ser tão teimoso.
Mas a verdade é que eu te amo.
Posso gritar que você me irrita e que o ciume e a saudade me matam.
Mas a verdade é que eu te amo.
Posso também me calar, fingir que já não sinto nada, omitir para mim mesma que...
a verdade é que eu te amo.
Posso usar pequenos fragmentos, colorir pequenos céus de contentamento e até rimar isso tudo com tempo.
Mas ainda assim a verdade é que eu te amo.
Posso guardar meu ciume e ignorar seu costume irritante de me fazer te odiar.
Mas não dá pra odiar, porque afinal a verdade é que eu te amo.
Posso te dar umas sacudidas ou uns sorrisos na vida pra provar que...
na verdade eu te amo.
E te amo.
Entende que te amo.
Aceita que te amo.
E aprende que não adianta.
A verdade, única e absoluta é que te amo.
E vou te amar, até mesmo quando acreditar que não amo.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

De Fé

"Tenho muito mais dúvidas do que certezas, e hoje com certeza eu só tenho quero* você"
 (Humberto Gessinger)


Entrei, me sentei perto da porta. Não sei porque sentei ali, normalmente me sento bem na frente onde enxergo melhor o rosto do palestrante e seus companheiros. Estava chovendo e bem frio, minha mente como sempre me transportou pra um lugar que só eu estava quando o palestrante disse aquelas palavras. "Não podemos ser egoístas", ele disse. "Nosso apego é o que faz de nós pessoas menores, a evolução está em amar incondicionalmente."
Fui. Voei por alguns segundos até o nosso lugar, sempre vi e imaginei que lá sempre foi de fato a nossa casa, era de lá que assistia tudo isso, era de lá que aprendia e analisava o que já havia mudado em mim, e no que sentia por ele.
Quantos sonhos não tive naquele lugar em sua companhia? Quantas vezes estivemos naquele rio pegando pedras, dividindo problemas e sonhos? Então me lembrei do melhor momento que tive ali, no nosso lugar, na nossa casa.

Henrique me perguntava por que eu estava triste, e eu só queria ficar calada, quieta, ali perto dele. Ele sabia, mas perguntou se queria que ele fosse embora. Eu o pedi pra ficar. Ele se sentou em silêncio e ali ficamos, juntos, ele me curando com seu amor e eu o amando ainda mais por não insistir em questionar. Nunca estive tão feliz por estar com ele em um sonho, que nada tinha de sonho além do fato de estarmos dormindo. Ali estava prova, incondicionais.



Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

* a palavra "quero" na frase do Gessinger foi colocada por mim. Peço desculpas aos fãs e ao próprio Gessinger (como se ele fosse ler isso) pela licença poética.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O Meu Mundo #4



Nunca fui muito boa em abrir o livro da minha vida. Mas sou igualmente ruim em esconder qualquer coisa sobre mim. É fácil saber se to triste, se to cansada, se to qualquer coisa. É só olhar pra mim. Qualquer pessoa minimamente atenta consegue perceber quando meu sorriso não é de verdade. E sinceramente isso é um saco.

Gosto de ficar na minha, pensar nas minhas decisões e frustrações, gosto de lutar contra meu medo. E claro que tenho medo de um monte de coisas que não deveria. Mas o pior dos meus defeitos mesmo sempre foi o orgulho. Eu acho que sou a pessoa mais orgulhosa que já vi na vida. Não o tipo orgulhosa que se gaba e empina o nariz, sou pior que isso. Sou aquela do tipo que pode ta na merda, mas não pede ajuda. 

Graças a Deus não tenho muito do que reclamar da vida não. Ela não ta maravilhosa, mas como que posso reclamar se tenho teto, comida, saúde, e alegria em viver? Aí você vem e diz: Mas Sarah, não é por isso que você tem que se contentar né? Claro que não me contento, corro atrás de melhorar o que pode ser melhorado, corro atrás de oportunidades, corro atrás de manter a minha sanidade também. O que eu não faço é reclamar. Posso ta entediada, ou chateada, ou até na merda mesmo, nesse caso lógico que dou aquela chorada cheia de desespero porque afinal ainda sou um ser humano. Mas eu não esmoreço não. Pelo contrario eu até agradeço. Tanta gente em pior situação que eu por aí. Como posso ter a ousadia de reclamar da minha vida?

E assim vou seguindo minha nada mole vida, no meu nada mole mundo, ouvindo minhas músicas e buscando conhecer mais... Todo dia, visto um sorriso, e vou viver. Lutando sempre contra meus medos e principalmente contra meu orgulho. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Releitura


Eu queria não sentir muito
Eu queria não lamentar
Eu queria não deixar de sentir
Eu talvez fosse até bom não sentir nada

Mas é aí que quero
Quero que o sol só ilumine você
E as estrelas só estejam no seu céu
E que de alguma forma você perceba
Que o que importa é só o seu sorriso
O que importa é o que te faz bem
E entre um sorriso e um olhar
um bocado de mar e luar
Da lua roubada e atirada
Do canto do tempo e do tempo de amar

E entre a saudade constante e o silêncio irritante
Grito pelo teu eco e me perco
na voz do sussurro silencioso 
do meu amor escondido 
mas eterno.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Não Vim Destruir a Lei



Ainda não decidi se vou escrever por temas ou se por partes de livros. Na primeira opção eu escolheria um tema, procuraria respostas a respeito deste tema nos livros espiritas que estou estudando e resumiria tudo aqui. Já da segunda maneira, eu poderia escrever a respeito de minhas resoluções pessoais dos capítulos ou partes dos livros estudados.

Neste primeiro momento vou optar pela segunda opção. Já comentei no texto anterior que o livro que mais enche meu coração é o Evangelho Segundo o Espiritismo do Allan Kardec, e por conta disso irei começar por ele. Primeiro que no meu caso é muito mais fácil estudar o que eu amo, e eu realmente amo esse livro, segundo que é mais fácil e menos demorado falar das minhas resoluções do que resumir uma conduta ou pensamento de outra pessoa.

O primeiro capitulo (Não vim destruir a lei) deste livro trata do Espiritismo e seu objetivo. O capitulo mostra como as mensagens foram transmitidas pelos séculos e desmembra bem o que cada uma das mensagens queriam dizer. E adivinha só? Todas se resumem em um só mandamento.

Moisés foi o primeiro profeta. Este "lançou" ao povo duas leis: A de Deus e a civil. A lei de Deus foi imposta pelo próprio criador no Monte Sinai e são só 10 leis, ou os 10 mandamentos. Todas as outras leis impostas por Moisés foram uma forma de conter um povo ainda muito ignorante e que precisava acreditar no Deus "do horror" para não extrapolar leis básicas de convivência em sociedade. Analisando superficialmente os 10 mandamentos, me parece uma alfabetização sabe? Afinal porque o óbvio deveria ser descrito por Deus ou por Moisés como uma lei absoluta? Então só mesmo conhecendo o ser humano e a sociedade da época que conseguimos perceber o tamanho dessa necessidade. Foi a partir de Moisés que Deus passou a ser temido.

Então veio Jesus, o Cristo, trazendo a segunda mensagem. - Eu não sei vocês, mas independente de acreditar que Ele é ou não filho de Deus, o Cara mandou muito bem nas palavras. Eu sou fã demais desse Cara.  - Então Ele nasceu pobre, fez um auê e o acusaram de atentar contra Deus. Mas Ele não veio pra destruir a palavra ou a lei criada por Moisés. Ele veio para fazer valer tudo que foi dito por Deus a Moisés e aos homens. Ele resumiu todos os 10 mandamentos em apenas um. O mais bonito, inteligente e difícil de se cumprir: "Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo". Amar a Deus é mole, difícil é amar ao próximo. Acontece que Jesus não falou só do comportamento do homem na Terra, mas contou o que esperava o homem além vida. E quando a gente morrer, que que rola? A verdadeira vida é aquela que se passa após a morte, a vida na Terra é algo transitório, sendo assim, tudo que cumprimos aqui serve para a nossa evolução. Então com amor e generosidade conseguiremos ter uma vida pós vida mais agradável e feliz.

E é aí que entra os terceiros mensageiros: Os Espíritos. O Espiritismo é a ciência que comprova a existência da vida após a morte. Ele revela de maneira clara fenômenos antes vistos como sobrenaturais, não existe nada de sobrenatural no Espiritismo, ao contrário, tudo é muito Natural. O Espiritismo deu significado a coisas ditas pelo Cristo que até então eram confusas ou mal interpretadas. Ele esclareceu as coisas e vem esclarecendo ao longo do tempo graças ao seu contato direto com o mundo espiritual e seus habitantes. Da mesma maneira que Cristo disse que "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la" o espiritismo não veio destruir as leis cristãs, mas executa-las. É importante frisar que o Espiritismo não é somente uma ciência, mas também uma religião, pois independente dos fatos comprovados, cabe a cada um de nós acreditar que aquele de fato é o caminho ou não. Acreditar no que diz os Espíritos é algo que vai muito além do fato de eles terem dito, mas da fé de que aquilo está de acordo com a lei cristã e/ou com o próprio Cristo.

Não sei se me fiz entender, ou se por acaso deixei tudo mais confuso. Mas a verdade é que o Espiritismo é uma ciência incrível e uma religião linda. Sim, é uma ciência e uma religião. E uma religião baseada em amor e generosidade. Pois somos generosos olhando no olho do próximo e entendendo que ele é nosso igual. O Espiritismo é isso, olhar o próximo como nosso igual. Sendo ele de qualquer classe social, religião, time, politica, etc. Olhando acima das diferenças. Você pode ser generoso nos pequenos atos do seu dia, ou ser generoso dando a aqueles que não tem, algo que não lhe faz falta.

Acho por hoje ta bom né? Espero que tenham gostado do meu texto confuso e se quiser conversar a respeito, ou debater (sem implicar) só chamar. Não sou conhecedora da doutrina, mas conversar a respeito é muito legal mesmo assim.  

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Nós Passarinhos




As coisas que por nós passaram
o tempo que insiste em nos deixar pra trás
entre os dedos que só de longe vimos
nos versos antes tão escondidos
Os medos que por nós passaram
o tempo que insiste em nos arrastar
entre os olhos e olhares que de perto sentimos
nos versos hoje tão compridos 

Os sorrisos que por nós voaram
o tempo que insiste em nos acalantar 
entre lábios rachados que do beijo esperam
nos versos que ainda amamos amar
O tempo que por nós passou
os medos que jogamos fora
os sorrisos que semeamos sempre
nos versos de ontem, de amanhã e agora



ps.: eu a doce incapacidade de rimar! :p

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Embaralhados



Amor é isso
Procurar no não o sim
no sim o jura
na jura a suplica
na suplica o amor

O amor é isso
Esperar do não um sim
se não for não um talvez
se for talvez quem sabe?
se sabe bem, o bem olhar

O amor é isso
abrir mão do não pro sim
que talvez seja assim 
quem sabe? 
no olhar a suplica 
e do amor saudade

O amor é isso
juntar no não o sim
e assim quem sabe
talvez,  olhar o amor
sem saudade

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Alguns Anjos Por Aí




"Há uma disposição natural em todos nós: a de nos apercebermos muito menos dos nosso defeitos do que dos alheios."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Eu nasci católica, e sim,  de certa forma ainda sou. Não frequento a igreja há tempos, mas tenho sim um grande amor pelos católicos e por boa parte da doutrina. Uma Missa bem feita é capaz de tocar meu coração tão fundo que me faz chorar. Contudo outras doutrinas me foram apresentadas durante a minha vida. E hoje posso dizer que sou espírita.
Há uns dois anos me foi apresentado O Livro dos Espíritos do Allan Kardec. O livro é à base da doutrina espírita e nele são respondidas perguntas fundamentais a respeito da vida, do motivo de estarmos aqui, o que somos e porque somos. Eu gostei muito do livro, mas não ao ponto de me interessar a ir a um Centro ou conhecer melhor a religião.

"Todos os homens, a partir da infância, fazem muito mais mal do que bem."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Após este livro li O Evangelho Segundo o Espiritismo, também de Allan Kardec, que encheu meu coração de amor e respeito. Este é um livro pelo qual sou completamente apaixonada. Ele é com certeza um dos livros mais bonitos que já li e passou a ser o meu livro de cabeceira.  Mas ainda assim não foi ele que me levou a procurar conhecer melhor o espiritismo.
Acontece que no fim do ano passado eu comecei a ter uns sonhos muito estranhos, na verdade muito medonhos, e não tinha a ver com o tipo de sonho provocado pelo meu transtorno do pesadelo (outra hora falo sobre isso). Então um amigo me convidou para conhecer o Centro dele e eu fui.
Eu amei o lugar, amei o jeito como fui tratada, amei o cuidado que as pessoas que ali estavam tiveram comigo. Porém não voltei, era muito longe e muito tarde para que eu frequentasse. Os sonhos continuaram e eu percebi o quanto era estranho as sensações que experimentava em decorrência disso. Então decidi ir a um Centro próximo a minha casa para conversar com um médium. Conheci uma irmã muito querida que depois de um tempo me disse exatamente o que estava acontecendo comigo. Foi um susto e um alívio.  Me livrei do obsessor e continuei no Centro.

"Há sabedoria em não acreditares que sabes o que ignoras."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Lá eles pedem para você ler 3 livros, dois eu já tinha lido, e faltava um, O Espiritismo Aplicado do Eliseu Rigonatti.  Mas eu percebi o quão superficial eu fui em minhas leituras. Porque apesar de ter entendido as coisas que constavam nos livros eu não os tinha estudado. Tinha ignorado meus novos questionamentos, tinha deixado pra lá por causa de coisa alguma. Então decidi ler novamente, procurando entender de maneira mais palpável tudo que ali consta. E é por isso que a partir da semana que vem eu vou começar a colocar meus pontos de vista a respeito das minhas vivências espirituais na busca de conhecimento aqui no  Em meu lugar.  
A quem interessar uma discussão (não bate boca) a respeito disso eu to a disposição. Eu amo conhecer pontos de vista. Amo debater.  Minha intenção não é converter ninguém, nem passar minhas ideologias ou crenças. Apenas usar um espaço que é meu para me auxiliar nos meus estudos.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sonhalidade



"Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua."
(Cecília Meireles)



Estava ali, parada mais uma vez em frente ao espelho olhando meu rosto cansado de mais uma noite que passei conversando com ele. Era tanta afinidade e tanta coisa pra falar um pro outro que era impossível ir para cama e dormir. A ansiedade não permitia. A felicidade não permitia. A vontade não permitia. Eu tinha que ficar ali, conversando até meu corpo não aguentar mais e se desligar sozinho em meio a uma palavra.
Na verdade é bem simples, o amo tanto que dormir me parece absurdo se ele está acordado. É assim agora, é assim até hoje. É assim e será para toda reticência... Habilidade que só o Henrique tem, além claro do seu alter ego que não convém dizer o nome. Se bem que eles são tão misturados que as vezes até confunde. Mais uma das surpresas que só ele tem.
Eu lavando o rosto cansado e extremamente feliz, de uma noite de músicas, filmes, declarações, piadas, risadas, amor. Passei ela toda acordada, mas é difícil dormir quando a realidade é melhor que o sonho. E ele era a minha realidade e ele é meu sonho. 
Tentei ajeitar o cabelo de um jeito que melhorasse minimamente a minha cara de travesseiro, passei 1 litro de corretivo da marca mais cara que tinha no armário, mas no fim sai com óculos escuros e sorriso no rosto. 
A minha dificuldade em me manter acordada e me concentrar nas inúmeras reuniões chatas do dia, os litros de café que faziam da minha urina escura, era ofuscada pela minha vontade de ir para casa e ficar com ele. E ia. Chegava, tomava um banho, comia alguma coisa e dormia uns poucos minutos para compensar toda a noite de sonho não dormida. E então vinha o "Boo" e pronto. Eu mais uma vez vivendo da realidade um sonho.

Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Soneto da LuAmar



Então vem a lua, cheia de mim as vezes
ou cheia de ti sempre
ou cheia de luz como a aurora
ou cheia de saudade como agora

Sobre aquele mar que sempre se acalma
entre um muro de tijolos furados
no meio do que foi guardado 
naquele sorriso do ser amado

Assim, como num suspiro 
tocada pelo brilho dos apaixonados 
ela procura na palavra auxílio

renovando os pequenos sonhos criados
encontra o céu que cumprimenta a alma
e cresce no olhar que adora e acalma.


domingo, 31 de maio de 2015

As Crônicas de Arthur - O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)

Hoje terminei um livro fantástico e confesso que estou ansiosa para o próximo. O Rei do Inverno de Bernard Cornwell é o primeiro de uma trilogia que conta a historia de Arthur (aquele que tirou a espada da pedra lembra?). Para esse primeiro livro tenho uma palavra: Paixão.

A paixão rodeia toda a historia e transforma completamente o rumo das coisas. Mas o que importa mesmo é que eu estou APAIXONADA pelo Derfel. Eu me apaixonar por um personagem não é novidade nenhuma, porque eu vivo fazendo isso, me apaixono, torço por ele, vibro com ele, sofro com ele, e depois termina o livro e eu fico órfã dele. Mas nesse caso, como é uma trilogia ainda tenho mais 2 livros pra curtir os personagens, ainda falta muita historia pra me despedir do Derfel.
Lorde Derfel Cadarn

O Derfel é um monge idoso que escreve a historia de Arthur, a historia da Britânia, e apesar de ser um livro de fantasia, tudo, tudo mesmo, é muito real. Pra quem curte a lenda do Rei Arthur, ou leu as Brumas de Avalon conhece personagens importantes como Lancelot, Morgana, Merlin, Guinevere e Mordred... Nessa historia também temos todos esses personagens, mas de um jeito muito diferente do que conhecemos. Guinevere não é cristã, mas uma adoradora de Isis, Mordred é um aleijado, Morgana é feia que dói, Lancelot é um covarde, e Merlin não é um mago, é um druida.
A historia tem lutas infinitas, muita guerra, muita politica, muitas paixões e romances, e é muito real. Tão real que se me contassem que isso aconteceu de verdade eu acreditaria.
Lorde Derfel Cadarn - Filho de Bel

Eu demorei muito tempo pra começar a ler esse livro porque nunca tinha tempo, mas depois que comecei foi um vício. Minto. Eu comecei, tive que parar umas semanas pra resolver minha vida acadêmica e voltei a ler feroz e apaixonada. Então hoje, entra pra minha lista de melhores coisas do mundo: As crônicas de Arthur - O Rei do Inverno de Bernard Cornwell.

Se você é como eu e se desconecta do mundo quando lê um livro bom, esse livro é pra você! SUPER INDICO!!!

Próximo livro que vou ler, na verdade irei reler, é O Guia do Mochileiro das Galaxias do Douglas Adams. Por que vou reler? Porque tenho os 5 volumes e só li o primeiro. Como já tem uns anos vou reler pra continuar a sequência sem me perder. Quanto ao Segundo Livro das Crônicas de Arthur (O Inimigo de Deus) só daqui um tempo porque o livro é do meu irmão e por isso preciso viajar pra buscar.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Caramelos



"Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la."
(Carlos Drummond de Andrade)


Observei meus passos, as vezes faço essa bobagem de ver os meus pés indo para frente e chegando em algum lugar. Aquele caminhar era diferente, nervoso, curto. Meus pés me levaram a um pequeno café, desses que eu nunca vou e sinceramente ainda não entendo o que estava fazendo ali. Mas ali eu estava.
Ele estava sorrindo para o amigo como se o que ouvia fosse a coisa mais engraçada do mundo. Pensei em entrar, mas ali, parada na porta podia ver cada detalhe do seu sorriso bonito. E que sorriso bonito.
Um homem por volta dos 40 anos esbarrou em mim na tentativa de entrar fazendo a sineta tocar, interrompendo assim, a conversa engraçada que envolvia o ambiente. Ele olhou na minha direção, mas não me viu.
Já dentro do café comecei a ouvir o som daquela voz calma, ele estava rouco, provavelmente por conta de mais uma ressaca do fim de semana. Como o som do meu nome fica mais bonito no som daquela voz. E não era loucura, eu ouvi sim, era o meu nome saindo por aquela boca acompanhada da palavra saudade.
Fui até o balcão e pedi o de sempre, mas nunca vou a cafés então o de sempre na verdade era raro. Pedi um suco e caramelo. Não sei exatamente porque inclui o caramelo, mas talvez ele fosse útil na viagem de volta no metrô lotado.
Ele mexeu no cabelo e mais uma vez olhou na minha direção ao chamar a garçonete para fechar a conta. E eu me virei para pagar a minha. Saí antes dele, mas ainda em tempo de ouvir: "Um dia a gente se encontra". Sorri e pensei "é, um dia".

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terça-feira, 19 de maio de 2015

O Meu Mundo #03



O complicado de falar sobre meu mundo é que ele é quase que completamente voltado pra mim. Assim como o seu é voltado pra você. E é assim com todo mundo.

As mudanças e as sentenças que carregamos são nossas também, assim como são as culpas, as dores, os remorsos ou arrependimentos. Tudo nosso, no meu caso, tudo meu. Sou completamente diferente de você apesar das semelhanças, e sou completamente diferente de mim mesma dependendo da aflição. Em certos momentos acho que sou feita de aflição. Ou será que é gastura?

Quando acordo pela manhã eu sempre passo tudo que quero do meu dia, tudo que unicamente depende de mim é claro. O que depende de você eu prefiro nem pensar. Ta em outro mundo, no seu. Daí o dia passa e eu vou cumprindo tudo que planejei, os trabalhos, os estudos, a escrita. Ah! A escrita é sempre a melhor parte. simplesmente porque não tenho a obrigação de faze-la ser boa, não faço com a obrigação de se fazer entender, nem ao menos uso dela para conquistar. É algo a mais, é liberdade, é jogar pra fora o nó na garganta, ou a batida do coração descompensado.

Mas voltemos ao mundo. ao meu é claro. O seu é seu e lhe dou o direito de falar, reclamar ou pirar com ele. Mas deixa que do meu eu falo. Sabe porque resolvi compartilha-lo né? Porque quero que você participe, e veja, e quem sabe se reconheça nele. Não em todo ele é claro, mas quem sabe em um pequeno fragmento?

No fim do dia, quando pego o livro da vez e esqueço do meu mundo, me sinto presenteada pelo mundo alheio. Quando ouço suas historias, sonhos e fantasias, me sinto tocada pelo seu mundo particular. E quando repasso mais um dia do meu mundo, percebo que hoje esqueci mais uma coisa. Então coloco na conta do outro dia e durmo.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Amar aMar amor



Você não vê?
Era pra ser
entre sábios e sabidos
era pra passar
entre passados e futuros.

não tenho medo

Talvez entre um caos
ou entre um muro e um mural
não sei seu ponto
não sei sua medida

não lhe meço

Entre barcos e enchentes
entre esquecidos e lembrados
entre lembranças de sonhos possíveis
entre vivencias de sonhos reais

ou entre sonhos,
apenas

Amor amor amor
de onde vem?
Pra onde foi?
entre o que vivi
entre o que viverei
entre o que será amor
amor será o que é
eternizado amor
contínuo amor
Amar aMar amor

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Joana

"Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho."
(Mario Quintana)


Era o nada e o tudo, misturados entre o externo e o interno. Preso, ali, dentro do que eu sou, dentro do que costumava ser. Cheguei por volta das 11:00, o céu estava lindo, completamente sem nuvens e o sol estava morno, gostoso e acolhedor. Era o clima perfeito.
Do alto era possível ver a ilha ao fundo, algumas poucas crianças brincando ali embaixo próximo a água, naquela praia perfeita e quase deserta. Desci pela estrada esperando ansiosamente ver qualquer coisa que transbordasse minha agonia. Ninguém conhecido por perto, ninguém por perto na verdade. E eu ali, sozinha.
Caminhei pela estradinha de chão batido, atravessei as poucas árvores até a areia e parei. As crianças não estavam sozinhas, uma senhora idosa as acompanhava, talvez mãe, provavelmente avó. Fiquei as observando um tempo, crianças são tão inocentes, tão felizes, impossível não se contagiar. Sorri e continuei, subi as pedras tão conhecidas e a muito não visitadas. Escolhi aquele canto ali, quase camuflada, em frente ao mar perfeito, com o som perfeito, até tartarugas apareceram, acredite, tudo era perfeito. Menos eu.
Um choro alto, aliviado, explodiu em meio ao silêncio barulhento que todo o ambiente produzia, era minha agonia transbordando, era minha alma sendo lavada pela minha imperfeição exposta. Pra quem? Pra mim.
Levantei, me despi de roupas e de culpas, corri e pulei em meio as tartarugas, então o mar me abraçou como num sussurro dizendo: Tudo bem...

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Eu me chamo Sarah - alguns anjos por aí #02




Li hoje: "Por força do hábito, habito em sua fraqueza". Pedro Gabriel compôs o guardanapo já famoso no "Eu me chamo Antônio". Eu me chamo Sarah e escrevo o que sinto agora, nesse exato cisco de tempo: Por força do hábito, hábito em minha fraqueza.
Há muito decidi criar esse espaço. Não para que as pessoas me admirassem, não sou admirável, não sou normal. Tem algo menos admirável no mundo do que a não normalidade?
Como não normal aprendi o que é loucura, e na loucura eu me encontrei algumas vezes. Por que sua fraqueza? Você perguntaria. E eu te respondo, estou sempre lutando contra os meus próprios monstros. Sim eu tenho monstros como tudo que é normal, mesmo não o sendo. E o meu maior monstro também é minha maior fraqueza. E esta é meu orgulho.
No momento atual qualquer pessoa comum e normal pediria ajuda. Correria para as montanhas chamada amigos, família, etc. E eu acho que eu deveria, antes que água transborde do balde, deveria sim gritar, implorar, suplicar ajuda. Mas para que montanha eu correria?
Parece melancólico e até melodramático, mas é só um sopro da minha real situação, o medo da exposição, o medo do orgulho ferido, o medo de notar que para eles o meu problema não tem significado. Pode parecer assustador, mas eu sempre fui a montanha, aquele ser que todos correm para vomitar seus problemas.Não me queixo, gosto de ajudar quem eu amo. E até quem não amo. Todos tem importância. Mas infelizmente uma montanha de carne e osso carrega pesadas cargas que talvez não devesse carregar sozinha. Existe uma expressão que diz "sofrer de véspera", usamos isso quando a ansiedade bate antes de uma prova, o medo vem antes da DR com o namorado, ou ainda o desespero antes de um resultado de um exame que pode mudar completamente a sua vida. Sofrer é uma palavra que pra mim é temporária. Sempre pensei em sofrimento como algo útil para o aprendizado e normalmente apesar da falta de normalidade eu sofro, mas nunca, nunca de véspera. A não ser agora, a não ser nesse cisco de tempo.
Esse espaço é a maior tentativa de não ser escondida, de não ser presa a minha fraqueza, de não ser uma escotilha trancada. Foi escrevendo que soltei meus maiores medos, minhas maiores dores, meu amor maior. E é escrevendo que sofro de véspera. É escrevendo que venço meu orgulho. É escrevendo que peço ajuda. Assim, ao meu jeito.
Eu me escondo tanto atrás de um sorriso que as vezes as pessoas esquecem que sou humana. Eu sou humana. Logo não sou perfeita, nem adianta eu tentar ser perfeita também. Sou completamente contra qualquer forma de perfeição porque buscar por isso é a cúmulo da normalidade. E eu, como disse, não sou normal.
Hoje eu tive uma das maiores crises de choro que já tive na vida. um choro que guardei desde o sábado. Meu pai dizia que uma hora de pingo em pingo o balde transborda. O meu falta um pingo.
Sempre tem um momento que as coisas desandam na vida da gente, que a carga fica pesada demais, alguns se apegam a Deus, eu não me apego a nada. Minha culpa, sempre me culpo. O que irritaria muitas pessoas. Mas é inevitável, nasci com a síndrome do poder de resolver tudo, o incrível e mais assustador é que normalmente não resolvo nada.
Quando meu pai morreu eu não tive culpa, mas me culpei, afinal se tivesse feito um pouquinho diferente teria salvado sua vida. E agora outra lombada que a vida me deu e que mais uma vez me deixou de mãos atadas, sem saber o que fazer porque no fim não posso fazer nada, além de esperar o fim da prova para saber o resultado. E infelizmente o resultado pode ser muito ruim, e pode vir de muitos lados. Tem tantos rascunhos de prováveis mudanças ruins guardadas nesse momento que talvez até justificaria. São tantos de uma vez que a chance de uma não acontecer é quase que um milagre.
Mas eu acredito em milagres. Mas isso porque não caiu o ultimo pingo. Torcer, esperar que isso não aconteça é algo que começou a cansar. Ta pesado demais e eu como não normal consegui piorar.
Não sei usar desculpas, muito menos sei me desculpar. Então aceitei o conselho dado por amigos que sem eu saber ouviram todos os meus lamentos e até choraram comigo: "Silencia. Silencia agora porque sofrer de nada adianta. Pode ser que o milagre venha, como pode ser que você seja o milagre, não sabemos que mudanças estão guardadas para você."
O problema é que mesmo em silêncio, as vezes grito por ajuda.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

História De Um Coração


Meu iate é massa né? E eu de comandante to linda! Arrasei! :p


Meu coração antes tão calmo, descompensado gritou: ELE ENTROU! ELE ENTROU! Mas a escolha foi minha. Em um mar de possíveis muros que eu poderia levantar eu deixei o caminho aberto. Deixei entrar e se acomodar; "uma rede aqui, o sofá ali no canto, os livros eu coloco pra lá" e pronto! Tomou conta do meu coração como sua própria casa e o protegeu a sete chaves de possíveis intrusos que "ahhh não vem não! Que esse coração já é meu".
E eu amei ter meu coração tão bem guardado. Como que numa admiração transbordada por um sorriso bobo! Simples como um sopro, mas como um sopro capaz de criar toda uma vida nova. Ele foi ficando, e as vezes se apertava e gritava: AIII CIUME! Mas sempre passava com um sorriso, uma música, ou um avião sendo jogado em cima de quem causava tamanho aperto no meu coração.
As coisas foram acontecendo, entre festas e choros no meu coração ele foi ficando. Até que um dia ele começou a pensar que talvez fizesse muito barulho e decidiu se calar. E então um silêncio tão grande se formou, ficou tudo tão quieto que cheguei a pensar que não existia mais nada lá! Não é possível tamanho silêncio, na certa ele foi embora...
Meses se passaram sem que meu coração não alterasse seu batimento nem um minutinho. Era tudo tão calmo que acabei por me mudar aos poucos. Comecei a me importar mais com as coisas simples do cotidiano. Experimentei, renovei, me joguei no escuro, mergulhei num mundo todo meu. Só eu e mais nada.
Então num susto, uma música me despertou! Senti todo uma súplica e meu coração gritou aos prantos: TÔ COM SAUDADE! E foi assim que me despi de todo meu orgulho e resolvi procurar pelo meu antigo inquilino. E no primeiro grito percebi, ele não tinha partido, não tinha se mudado, só estava esquecido no fundo daquele coração endurecido. Todo o TUM-TUM-TUM estava de volta, na simples menção de sua existência.
Mais amadurecido sim, mas mais palhaço e divertido que nunca! Mais leve sim, mas mais forte e indestrutível que nunca! Coração seu... e eu sua...

E um mar de possibilidades uma fui eu que escolhi: você!





ps.: vamos navegar? afinal voar a gente já sabe <3 p="">

pps.: Todo o "parabéns" do mundo não é suficiente! Mas vou imaginar que talvez o meu seja um pouquinho diferente dos outros e dizer: Parabéns! :p


sexta-feira, 27 de março de 2015

Atemporal



O amor é atemporal aos homens, pois mesmo que estes não existissem, ele existiria.
(Jefferson Luiz Maleski)


Estávamos observando, ali, juntos como sempre, um muro com uma passagem pro rio. No nosso lugar, o mesmo de tantos encontros, o lugar que só nós conhecemos. Então ele riu ao perceber o muro e o caminho a beira da passagem:

"Isso dá onde?"
"No mar eu acho, todo rio não dá no mar?"
"To perguntando o que tem do outro lado né?"
"Aaah, não sei! Quer ir até lá?"
"Não, hoje não, ta bom aqui. É que eu nunca tinha visto isso. A gente ta no mesmo lugar não é?"
"É sim, só nunca viemos para este lado"
"Então por que viemos?"
"Porque você queria caminhar né?"
"Nãoooo, quero saber por que sempre viemos pra cá..."
"Nós sempre nos encontramos aqui, não sabe porque vem?"
"Acho que porque você vem, fico mais perto de você assim. Sei lá!"
"Humm... será? "
"Acha que venho por outro motivo?"
"Não sei, eu me sinto bem aqui. "
"E eu dizendo que venho por você..."
"Será que sou eu que te busco?"
"Não sei, mas eu gosto daqui, gosto de ficar com você aqui... é diferente."
"Com certeza você fica mais lindo quando ta comigo, devia ficar comigo mais vezes."
"Boba demais"
"Éééé sou boba"
"E adora me imitar"
"Você que me imita!"
"Talvez tenha um porto... será?"
"Tem certeza que não quer ir até lá?"
"Tenho! Ta bom aqui.."
"Será que vai ser sempre assim?"
"Assim como?"
"Juntos... eu e você?"
"Você gosta daqui sem mim?"
"Eu não gosto de lugar nenhum sem você"
"Então sempre vai ser assim pequena"

Obs.: Texto do projeto "Ali", para ver os demais textos e/ou continuação do diário/historia clique aqui!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Ponteio - alguns anjos por aí #01




Quando buscamos muitas verdades acabamos por nos descobrir abandonados. Isso parece ser meio assustador, mas por que o fato de não ter auxilio é algo incomum ao ser humano.
Reclamamos de inúmeras coisas todos os dias, mas quando estamos sem chão, sem onde pisar de fato, sem em quem se apoiar ou contar é que vemos que já temos muito.
Subjetividade da vida eu poderia dizer. Ou talvez o fato de ela ser só a o tempo que passa.
Busquei verdades e as estou encontrando. Não me sinto abandonada, mas as vezes fico com raiva. Como não ter raiva das minhas frustrações? Você não tem das suas? A sempre um caminho e temos que escolher qual seguiremos. Quantas milhões de religiões não falam isso como verdade absoluta? E conclui com "somente um é o certo". Talvez elas até estejam certas... E aí eu descubro que na verdade o meu pequeno obstaculo não está no caminho, está em mim. Eu sou a minha própria frustração solidificada. E eu a carrego por qualquer caminho que eu passe... Chega a ser ridículo, mas ao notar isso ela simplesmente some, e eu volto a sorrir. Já não sinto mais raiva, e descobri mais uma verdade para as minhas coleções de buscas de mim mesma. Complicado seria se eu não me encontrasse.
As pessoas que encontramos, os papos que temos, as danças, as fofocas, os contos e causos, tudo na vida é resumido no próximo. Não entendo qual a dificuldade das pessoas em entender a simplicidade do respeito. Não entendo mesmo...

Mais frases aleatórias de pensamentos soltos e descobertas que tenho feito com auxilio de alguns anjos por aí!

quinta-feira, 19 de março de 2015

PolitiZZzzzZZZzzz

Já tem uns dias venho pensando em toda essa loucura em que o Brasil se encontra, corrupção, manifestação, ignorantes políticos, super entendedores de politica economiZZzzzZZZzz...

Eu poderia colocar aqui minha visão politica, as coisas que já li, o quanto me sinto prejudicada, o quanto já fui beneficiada, o quanto vocês são chatos, mas não vou fazer nada disso. A minha intenção com esse texto não é tocar seu coração para o certo e o errado politicamente, não é te convencer ou converter a nada. Eu não gosto de opiniões concretas demais, não gosto de cabeças duras, gosto de mentes abertas, então eu jamais serei aquela que levantará uma bandeira para defender ou julgar um partido politico ou outro. Estou em cima do muro? Não, não estou. Estou do lado do certo e isso nada tem a ver com politica, direita ou esquerda, intervenção militar e o escambau.

Tia Dilms

Na verdade eu queria levantar um questionamento que sempre faço a mim mesma, nessa luta que travo para ser uma pessoa HONESTA. Já parou pra pensar em como a honestidade é difícil de ser praticada? Você garante a sua honestidade? Você coloca a mão no fogo por você mesmo? Então quer dizer que você nunca pediu a um amigo pra quebrar seu galho naquele problema que mil outras pessoas estão a dias tentando resolver só porque ele trabalha em posição que pode te auxiliar? A pior mentira é aquela que contamos a nós mesmos. A honestidade está nos pequenos atos, ta em ver que uma pessoa deixou cair algo e devolver a ela. É levantar a sua bunda mole do acento preferencial. É pegar a senha e esperar a SUA vez. É não usar do que tem para se favorecer em algo. É não pagar pro guarda te liberar. São mil situações pequenas que fazem de você uma pessoa honesta. E olha que nem falei da parte da mentira hein?!?!

Titio Aécinho
Acontece que somos humanos, e como humanos somos corruptos. Então comecei a pensar. Até que ponto as merdas do país tem a ver com a minha falta de vergonha na cara e até que ponto tem a ver com a minha própria corrupção? Aquela frase famosa "Seja a mudança que você quer no mundo" não é só uma frase bonitinha que a gente vê no facebook. Se mudamos a essência do mau para o bem é evidente que contagiamos o próximo. Se eu educar o meu filho ensinando que roubar é errado, mas que o público é de ninguém, eu não estou ensinando nada. Ele pode vir a ser um juiz e usar o carro apreendido como se fosse dele, afinal é público, não tem dono. Agora se eu educar meu filho de que o público é ainda mais importante do que o dele, ele terá muito mais respeito pelo que é de todos. O público é nosso. Nosso transporte, nossa escola, nossa universidade, nosso, nosso, nosso...

O melhor de todos! Titio Edu Jorge! 
Então por favor pensem, até que ponto a corrupção é minha culpa. Onde eu posso mudar para que amanhã não seja mais necessário tantas manifestações? E por favor, se respeitem! Estudem a historia do país, leia a merda da constituição, e pare de cagar pela boca! Porque as bandeiras que vocês levantam hoje pode ser um tiro no pé amanhã!

Espero não ser xingada depois de dizer tudo isso... :p
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