quinta-feira, 25 de julho de 2013

Soneto do Escritor Do(r)ente


E no dia do escritor
o que escrevo está cortado,
meio sem tom de amor,
meio em tom de nada.

Hoje, dia do escritor
eu escrevo errado,
meio sem rumo ou chão,
meio sem nada montado.

Hoje escrevo pro norte, pro sul e pro... nada.
Hoje escrevo recortes de frases inacabadas
Hoje escrevo a vida que sem perceber segue sozinha

Hoje escrevo a morte que chega sempre mudando tudo
Hoje é o dia do escritor e eu só escrevo
Enquanto espero que a minha dor se dissipe por inteiro.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Porque nada que se pode esperar
pode ser posto como um imposto atributo
espetacular seria o clarão
de seus olhos ao raiar o dia
De cada ponto do teu corpo
feito de imaginação e sonho
colocado assim entre meus
dedos que arrepiam
e de nada além do que lembranças
esquecidas de um momento não vivido
feito de sorrisos iluminados
de amigo ainda não vistos
E por maior que seja a saudade real
verdadeiro amor se construindo no tempo
e o tempo passa e passa e passa
e o amor fica, se cala, mas fica!

ps.: gosto quando o meu sentido parece não ter sentido!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pluma


Não sei se exagerei, se errei, se to certa demais, sei lá o que ta rolando! Esse meu blog tem alguns anos e poucas historias, não sei se porque sou muito confusa ou porque as vezes é demais simplesmente expor coisas pra que qualquer um veja. Ta tudo tão complicado agora. Eu acordo pela manhã e vejo meu dia passar e parece que não foi nada, conheço uma duzia de novas pessoas e elas não são ninguém. E coisas que alguns diriam ser boas acontece e outras que são tão ruins desabam dentro desse mundo que definitivamente não me pertence. To perdida, ta tudo tão errado. Tanta coisa ruim de uma vez que as vezes eu só penso: "calma Sarah ta indo, vai passar!" A minha vontade é enfiar na minha mochila meia duzia de roupas comuns e fugir, mas é impossível fugir de mim mesma e aí! Já era!

Tanta historia, tanta vida, tanta coisa, tudo aqui, acontecendo ao redor de mim e eu mesma, nada. Não sou uma pessoa triste eu acho, eu só não sou. Ta tudo vazio desde aquela noite, ou devo dizer desde aquele dia, alguns dias antes da noite. Ta faltando um pedaço, um espaço vazio. E esse espaço sendo ocupado por problemas e dores que já não me cabem sentir. Não sei pra onde, não sei quando e nem sei. Eu ouvi de uma pessoa num contexto tão completamente oposto a minha vida uma coisa que se encaixa aqui dentro e que acabo por usar pra confortar meu medo.

"Às vezes a gente se sente, pra citar aquela ópera, como uma pluma ao vento. Depois de alguns voos divertidos, a subordinação aos caprichos das correntes de ar pode ser um saco! Quando o vento parece estar nos levando na direção contrária aos nossos desejos, é bom lembrar que a distância pode aproximar." (Humberto Gessinger)

E no meio de tudo meu amor meu salva dessa selva estúpida.
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