quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dramalhão


Eu fui criada pra ser forte, poucas são as pessoas que conhecem a minha historia, as coisas pelas quais tive que passar, o quanto eu me seguro pra não transparecer preocupação, raiva, tristeza e todas as coisas que podem afetar quem esta ao meu redor. Eu não tenho direito de sentir, sei que é estranho dizer isso, mas é a verdade. Eu tomei isso como o fator x da minha vida, ser forte. Carrego a força de uma família inteira nas costas, é pra mim que todos, sem exceção, ligam quando não aguentam mais, ou quando estão tristes, ou quando precisam de ajuda. Eu sou o alicerce e a válvula de escape de todos. Ontem uma amiga me perguntou de onde vem essa máscara que eu uso quando não estou bem, de onde vem essa imagem sóbria quando por dentro estou em frangalhos. E eu disse que eu gostaria muito de saber. Mas depois pensando eu percebi que eu tomei isso como uma responsabilidade, só transmitir coisas boas sempre. Meu pai morreu quando eu tinha 13 anos e eu tive que cuidar de todos, minha mãe surtou de tristeza por meses, meu irmão mais novo se culpava e meu irmão mais velho já não vivia com a gente. Eu sempre digo que a gente não sabe o quanto é forte até ter que ser. Acontece que eu entrei nessa de ser forte e não sai nunca mais, nunca mais deixei a guarda baixa, nunca mais deixei que percebessem que eu sofria. Eu via todos chorarem e quando precisava corria pra fora, ou pro banheiro pra que ninguém visse que eu também sentia. Tomei pra mim problemas dos outros, e machuquei muita gente por isso.
Eu deveria me desculpar por ser tão fria, mas não faria sentido se eu não tentasse ser mais calorosa. Com a raiva funciona do mesmo jeito, só que com mais rancor e muito mais fria. Eu falo aquilo que doi, eu machuco. Fiz com a minha mãe, meus irmãos e algumas outras pessoas. Quase perdi o respeito deles e por pouco não perdi todo mundo. Eu não odeio ninguém, desculpa ae pessoas que me irritam, eu não vou odiá-los, eu não consigo odiar ninguém, acreditem já tive motivos extremamente fortes pra odiar muita gente, mas num da. Querem tentar, pois que tentem, não vão conseguir nunca, a não ser que matem alguém da minha família ou meu cachorro. Ta, se matar uns dos meus amigos também. Eu acho que se um dia eu odiar alguém eu vou querer muito ferir essa pessoa, eu não alimento minha raiva, não faço isso porque não gosto de alimentar sentimentos podres. Hoje quando eu to com raiva eu choro, prefiro chorar a falar, choro pensando em tudo que eu queria estar dizendo, choro mas não falo. Claro que as vezes eu não consigo, explodo, faço mil merdas, mas não da pra segurar sempre né??
Não tem jeito, eu não sei transmitir tristeza, no máximo fico séria, triste mesmo só poucas pessoas viram, poucas pessoas notaram, eu visto essa máscara sim, eu não consigo tirar. Se tiro falo tudo de uma vez, faço um dramalhão mexicano, sou dramática ao extremo. Eu sou assim, ou tudo a flor da pele como Maria do Bairro (novela mexicana do SBT que acho que o mundo inteiro conhece), ou escondo. Ou solto tudo, ou guardo tudo. Não sei medir como as outras pessoas.


domingo, 13 de maio de 2012

Porque eu amo muito!






Obrigada mãe por sempre me entender mesmo não entendendo nada
Obrigada pelas gargalhadas, pelas loucuras de madrugada
Obrigada por me mandar comer, não deixar eu beber e cuidar de mim
Obrigada pelos chás horríveis que me faz beber
Obrigada pelo bom gosto e um gosto tão diferente
Obrigada por ser minha médica e vidente
Obrigada por respeitar quando to triste
Obrigada por aceitar minhas decisões
Obrigada por estar do meu lado mesmo depois de lhe falar coisas tão feias
Obrigada pelas surras que me deu, aprendi com elas a ser mais forte
Obrigada por cuidar do Leopoldo quando não posso
Obrigada pelas coisas que me diz
Obrigada por enxergar mais longe
Obrigada por acalmar meu coração que ta tão tristinho
Obrigada por me dizer que eu não sou tão complicada
Obrigada por me deixar calma e lúcida
Te amo Dona Angélica do Poço! Dona Conta!
Lutadora e forte, e acima de tudo doidinha!!!
Obrigada por todas as loucuras!!!
Te amo muitão!

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